02 de dezembro de 2020

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GOVERNO DIZ TER ENCONTRADO REMÉDIO COM EFICÁCIA DE 94% CONTRA CORONAVÍRUS EM TESTES DE LABORATÓRIO

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O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes

 

Pesquisa para analisar eficácia de dois tipos de droga em humanos deve ser iniciada nas próximas semanas, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, que não divulgou nome dos medicamentos

 

BRASÍLIA — O Ministério da Ciência e Tecnologia disse ter encontrado dois remédios que reduzem a replicação do novo coronavírus em células humanas, sem causar efeitos colaterais. Um desses remédios teve eficácia de 94%. Os testes foram feitos em laboratório e serão replicados em 500 pacientes nas próximas semanas. O nome dos remédios não será divulgado antes dos resultados dos testes.

 

De acordo com o ministério, o remédio tem baixo custo, incluindo genérico, e tem ampla distribuição no território. O anúncio foi feito pelo ministro Marcos Pontes durante coletiva no Palácio do Planalto. A expectativa dele é que o resultado dos testes seja divulgado até a metade de maio.

No máximo na metade de maio, um momento crítico, nós teremos aqui uma solução de um tratamento, se Deus quiser, estou contando que esses testes clínicos realmente demonstrem a eficiência desse remédio, a probabilidade maior é essa. Considerando isso correto, a gente vai ter um tratamento com um remédio que não tem praticamente efeitos colaterais — disse Pontes.

Não há, no entanto, evidências científicas sólidas de uma medicação eficaz contra a Covid-19 registradas no mundo. Um levantamento encomendado pela Associação Médica Americana (AMA) e conduzido pela Universidade do Texas (EUA) avaliou mais de 100 testes clínicos de remédios contra o Sars-CoV-2 e "nenhuma terapia se mostrou efetiva" nestes quatro meses, segundo o estudo publicado na revista JAMA, o periódico da associação.

Os pesquisadores testaram inicialmente, pelo computador, dois mil medicamentos e encontraram seis substâncias consideradas promissoras. Esses seis remédios foram testados em células infectadas com o coronavírus e dois deles reduziram a replicação viral.

Selecionado entre mais de 2 mil moléculas já conhecidas, o composto mostrou-se capaz de reduzir em 94% a carga viral nos ensaios celulares. A informação foi confirmada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) nesta quarta-feira (15). Os testes em humanos para tratamento da Covid-19 serão realizados em outra instituição no âmbito da Rede Vírus do MCTIC e foi aprovado pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Os testes com grupos de pacientes irão avaliar se o composto é eficaz e seguro para que seja recomendado como tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. De acordo com o CNPEM, o nome do fármaco, que tem baixo custo e ampla distribuição no território nacional, será mantido em sigilo até que os resultados de testes clínicos conformem sua eficácia em pacientes infectados.

 
Representação da ação do composto ativo do fármaco interagindo com a proteína do coronavírus — Foto: CNPEM/Divulgação

Representação da ação do composto ativo do fármaco interagindo com a proteína do coronavírus — Foto: CNPEM/Divulgação

"Temos boas perspectivas que os resultados dessa pesquisa possam ser positivos e assim poderemos ajudar não só o Brasil, como outros países no combate à Covid-19", explicou o ministro do MCTIC, Marcos Pontes, durante entrevista coletiva.

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